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CCBB apresenta O Primeiro Cinema de Bertolucci
Uma retrospectiva da primeira fase da obra do cineasta Bernardo Bertolucci, inédita no Brasil, é o tema de Estratégia do Sonho: O Primeiro Cinema de Bertolucci, que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, de 17 de Dezembro a 04 de Janeiro.
Estratégia do Sonho pretende recuperar o intercâmbio que havia entre brasileiros e italianos nas décadas de 60 e 70, e revelar o talento deste grande cineasta italiano, já em curso nos seus primeiros trabalhos. Conhecido no Brasil basicamente por superproduções como “O Último Imperador”, “O Pequeno Buda” e “O Céu que nos Protege”, filmes que conquistaram vários Oscars e obtiveram ampla repercussão comercial, Bertolucci declarou ter sido influenciado por Glauber Rocha, Paulo César Saraceni e Leon Hirszman.
A mostra também lançará um catálogo com textos inéditos, no Brasil, de autoria do cineasta e publicados na Itália entre as décadas de 60 e 70. A publicação trará ainda artigos e depoimentos de amigos e colaboradores italianos como Adriano Aprá (ator de “Agonia”), Veronica Lazar (atriz de “La Luna” e “O último Tango em Paris”), Fiorella Amico, Gianluca Scarpellino, Roberto Perpignani (montador de diversos filmes de Bertolucci, entre eles “Antes da Revolução”, “Último tango em Paris” e “Estratégia da Aranha”), entrevistas com os colegas de escola na Itália, Paulo César Saraceni e Gustavo Dahl, textos de Glauber Rocha sobre Bertolucci e de Hernani Heffner (cinemateca do MAM-RJ) sobre a distribuição dos filmes do italiano no Brasil.
Com a mostra, o público terá a oportunidade de discutir e analisar a filmografia de Bernardo Bertolucci e estabelecer um perfil sobre a cultura italiana da época, através de debates com cineastas e críticos de cinema.
Lista de filmes
Longas:
. A estratégia da aranha (Strategia del ragno, Itália, 1970, 35mm, cor, 99minutos);
. Amor e Raiva (Amore e rabbia, Itália 1969, 35mm, cor, 102 minutos);
A Morte (La Commare Secca, Itália, 1962, 35mm, PB, 93minutos);
. Antes da revolução (Prima della Rivoluzione , Itália, 1964, 35mm, PB, 112minutos);
. La Luna (La Luna, Itália/EUA, 35mm, 1979, cor, 142 minutos);
. Novecento (Novecento, Itália/França/Alemenha, 1976, cor,315 minutos);
. O Conformista (Il Conformista, Itália, 1970, 35mm, PB, 115minutos);
. Partner (Partner, EUA, 1968, 35mm, cor, 105minutos);
. Último tango em Paris (Ultimo Tango a Parigi, França, 35mm 1972, cor, 123 minutos).
Documentários:
. La via del petrolio (1967, documentário, PB, 133 minutos);
. Documentário sobre a viagem que o petróleo faz de Monte Zagros, no Irã, até uma refinaria na Alemanha;
. La Salute è malata (1971, documentário, cor, 35 minutos).
Serviço:
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Ingressos: R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 (meia entrada)
Informações: 3113-3651/ 3113-3652
www.bb.com.br/cultura |
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Exposição inédita no Brasil revela o Mundo Árabe
Até 18 de Janeiro de 2009, a Caixa Cultural está promovendo a exposição Imagens e paisagens do Mundo Árabe - e o Brasil de Aziz Ab’Sáber, com fotografias do mundo árabe vindas do Institut du Monde Árabe, de Paris, e o olhar do geógrafo Aziz Ab’Sáber sobre Brasil, Líbano e Síria. Aspectos culturais e sua grande contribuição ao Ocidente estão presentes nos trabalhos expostos, revelando a diversidade que caracteriza os 23 países que compõem o chamado Mundo Àrabe. No Brasil, o conhecimento que se tem desse universo cultural restringe-se basicamente à imigração sírio-libanesa.

Do acervo trazido da França, são apresentados vários elementos da cultura árabe desconhecidos do público em geral, tais como as paisagens, as cidades, a população e alguns legados históricos como a contribuição dos árabes ao desenvolvimento da ciência moderna e contemporânea, que tanto influenciaram o Ocidente. Entre estas contribuições podem ser enumerados os avanços no campo da matemática, da medicina, da química entre outros. A segunda parte apresenta uma série de fotografias que relatam a viagem de Aziz Ab'Sáber, geógrafo e professor Emérito da Universidade de São Paulo, a diferentes países árabes. Há também fotografias feitas pelo geógrafo em suas viagens pelo Brasil em diferentes épocas, fazendo uma comparação com as paisagens árabes - estas também nunca antes exibidas. Além de apresentar o olhar desse respeitado estudioso e sua visão sobre alguns aspectos do Mundo Árabe, será possível também fazer um paralelo entre os relevos e geografia destes países com o relevo e a geografia brasileira.

A mostra destaca, ainda, a proximidade e as influências desta cultura na própria formação da cultura brasileira, já que inúmeros imigrantes de origem árabe contribuíram para formação da sociedade brasileira, do final do século XIX até os dias de hoje. Apesar da enorme influência e empatia entre as duas culturas, há pouca oferta e conhecimento sobre o que é o Mundo Árabe, sua história antiga e contemporânea. Esta mostra contribuirá para a compreensão e aproximação entre os povos.
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| Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura, visitou a exposição |
Para Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura, que presenciou a abertura da mostra, Imagens e Paisagens do Mundo Árabe é “uma exposição muito impressionante, verdadeira ponte entre o olhar do professor Aziz e sua relação com aqueles países. Revela o olhar do geógrafo, do estudioso, e ao mesmo tempo, do homem simples que ele é... um enriquece grandemente o outro. Esta mostra certamente estimula reflexões dos imigrantes árabes sobre sua vinda para o Brasil e como estão os seus países hoje, e a nós paulistanos, brasileiros, estimula refletir sobre a nossa própria identidade e a influência deles em nossa cultura. Acho que mostra bem a identidade do professor Aziz, filho de pai árabe e mãe cabocla”.
Serviço:
Exposição Imagens e Paisagens do Mundo Árabe
CAIXA Cultural
Praça da Sé, 111 - Centro
Entrada franca
Recomendação de faixa etária: livre |
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O Hospital A. C. Camargo expõe São Paulo a Lápis, de Marcelo Senna.
A exposição São Paulo a Lápis, que pode ser vista no “Espaço Cultural” do Hospital A. C. Camargo até 10 de Dezembro, apresenta um conjunto de obras do artista Marcelo Senna, que embora jovem (tem apenas 34 anos de idade), ostenta um rico currículo artístico e declara ter como principais referências para desenvolvimento do seu trabalho, dois grandes artistas: Benedito Calixto e Debret.
Há exatamente dez anos Senna vem retratando a cidade de São Paulo, com grande intensidade e estilo único - em forma de desenhos gigantes, feitos a lápis e enfatizando a iconografia paulistana. Senna nasceu no bairro do Brás e é autoditada em desenho e pintura, desenha desde os cinco anos - ele conta que começou desenhando animais, depois de receber, via postal, o desenho de uma prima. Mais tarde, na adolescência, entregou-se aos livros de arte e foi esmerando sua técnica, observando as expressões pictóricas de Michelangelo e MC Escher, enquanto trabalhava como letrista.

Além das exposições, os desenhos de Senna são encontrados em quadros no Palácio dos Bandeirantes, na Prefeitura e na Câmara Municipal, bem como em diversos escritórios e recepções de empresas e estabelecimentos comerciais, como restaurantes. Por exemplo, o Restaurante 7 Grill (rua 7 de Abril) mantém 10 obras suas nas paredes. Atualmente, Marcelo Senna participa de mostras coletivas e individuais e realiza um trabalho de mural pelas ruas da cidade, como sempre, retratando-a. E já prepara uma exposição para comemorar os dez anos de São Paulo a Lápis, em Janeiro de 2009, com local ainda não definido.
A mostra no “Espaço Cultural” do Hospital A. C. Camargo tem a curadoria de Suerly Solane
e será desmontada em 10 de Dezembro. Até lá, sempre haverá obras para venda. Aliás, qualquer exemplar do trabalho do artista é um bom e original presente de Natal, afinal, Senna corre praticamente sozinho na raia do desenho a lápis, embora hoje também desenvolva exemplares utilizando a técnica mista do lápis e tinta látex.
Esse novo e importante “Espaço Cultural” foi inaugurado em 19 de junho de 2008, com uma bem sucedida exposição coletiva de artes plásticas, que reuniu os artistas Adélio Sarro, Cássio Lázaro, Marcelo Senna, Mena Barreto e Paulo Solares, entre outros. São Paulo a Lápis foi sua primeira mostra individual, por isso Senna tem-se mostrado surpreso e agradecido com a resposta tão positiva dos visitantes e o carinho que lhe manifestam. “Gente, nós estamos dentro de um hospital que trata de câncer, e até mesmo os internados visitam a exposição e manifestam felicidade diante da cidade desenhada. É a primeira vez que exponho em um hospital”.
Serviço:
Exposição São Paulo à Lápis de Marcelo Senna
Espaço Cultural do Hospital A. C. Camargo
Rua Prof. Antonio Prudente, 211 - Liberdade
Tel.: 2189-5000 |
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Sítio do Picapau Amarelo volta em montagem teatral
Está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira a superprodução infantil “Sitio do Picapau Amarelo - o Musical”, dirigida por Roberto Talma. Contando com 18 atores, grandes cenários, projeções de vídeo, efeitos de luz e som, vôos cênicos e bonecos movidos eletronicamente, o espetáculo envolve ainda árvores de 5 metros e um casarão giratório.
Nesta adaptação para o teatro, os principais personagens (Emília, Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa e Tia Anastácia) recebem a companhia de Peter Pan, Pinóquio, Aladdin, Cinderela e Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Dona Carochinha, além de Burro Falante, Quindin, Rabicó e a Cuca, transformados em bonecos com movimentação eletrônica. A história tem início quando Narizinho descobre o Reino das Águas Claras e a boneca Emília começa a falar, depois de tomar uma pílula falante. Para a festa de casamento de Emília com o Marquês de Rabicó são convidados todos os personagens da Carochinha. Mas as coisas se complicam quando aparecem a Cuca e os piratas comandados pelo Capitão Gancho.

A adaptação de Flávio de Souza tomou como referência duas obras de Monteiro Lobato: “Reinações de Narizinho” e “Sitio do Picapau Amarelo”. Flávio diz que “Reinações...” por ter sido o primeiro livro infantil de Lobato e porque foi nele que Emília começou a falar. No caso do “Sítio...”, porque já trabalha com os personagens da turma que conduz as inúmeras histórias criadas pelo autor. Flávio também admite que, assim como o autor, misturou personagens de contos de fada e do cinema americano. “Quando escrevi a peça, não tinha noção de que estava fazendo o que Monteiro Lobato fez”.
Na direção, Roberto Talma procurou privilegiar a alegria e a magia das histórias do autor, utilizando uma narrativa bastante linear, sem truques para enganar as crianças. “O meu prazer em fazer o espetáculo é grande e todos sabem do valor das histórias do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato”, declara ele.
Seis novas músicas foram compostas por André Abujamra para completar o total de 13 que compõem o espetáculo. As outras sete são as originais das temporadas do “Sítio...” na TV Globo, incluindo a que foi composta por Gilberto Gil. As músicas são cantadas ao vivo sobre uma base musical em playback.
Para compor o cenário, concebido em volume e grandes dimensões, foram utilizadas estruturas metálicas, e.v.a, madeira, isopor, poliuretano e espuma. Para se ter uma idéia, o casarão da fazenda tem 5 metros de comprimento, 3 de largura e 4 de altura, e é montado sobre um sistema giratório. A partir de suas paredes, de uma cena para outra - Surpresa! -, surge o Reino das Águas Claras. E mais: as árvores chegam a 5 metros de altura.
A luz utilizada no musical é colorida e animada, além dos efeitos especiais criados para provocar encantamento nas crianças: em três cenas os personagens chegam ao palco voando. O sistema de vôo utilizado é um circuito de 50 metros de trilho suspenso em forma de “S” sobre a platéia, o que reforça o envolvimento do público com o espetáculo.
A coreografia estilizada e com linhas modernas mistura dança, teatro e sapateados o tempo inteiro. É assim que a personagem Emília, composta por Mariana Elizabetsky, se dobra e desdobra como uma boneca de pano de verdade. Para tanto, a atriz obteve um condicionamento a partir da mistura de ioga, dança e corrida. Narizinho é vivida pela atriz brasiliense Ana Paula Grande. O Pedrinho é incorporado pelo jovem ator de 17 anos João Maia, enquanto Bibba Chuqui é Tia Anastácia e, Suzanah Borges, Dona Benta.
Para Flávio de Souza, “a montagem vem valorizar, divulgar a cultura e a arte nacionais, homenageando um dos maiores autores brasileiros e também sua obra, que influenciou várias gerações.
Serviço:
Teatro Procópio Ferreira
Rua Augusta, 2823
Fone (11) 3083-4475
Sábados e domingos às 16 h
Em cartaz até o dia 14 de Dezembro
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