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5º Prêmio CINEB prestigia o cinema brasileiro
e associações comunitárias de São Paulo


Festa realizada pelo Sindicato dos Bancários, aconteceu no Edifício Martinelli
e premiou nove longas-metragens e seis curtas-metragens nacionais

Diretores, atores, produtores de cinema e associações comunitárias que participaram das caravanas promovidas pelo CINEB (Projeto de Democratização do Acesso ao Cinema Brasileiro) em 2014 foram premiados na noite do último dia 24 de novembro, durante o 5º Prêmio CINEB. A festa aconteceu no Edifício Martinelli, icônico prédio paulistano, sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Ao todo, foram premiados nove longas-metragens nacionais, entre eles Getúlio (de João Jardim), De Menor (de Caru Alves de Souza), Colegas (de Marcelo Galvão) e os documentários Em Busca de Iara (de Flávio Frederico) e Marighella (de Isa Grinspum). Outros seis curtas-metragens (Ernesto no País do Futebol, Jus, Zimbu, Disputa entre o Padre e o Diabo, Pedais Pensantes e Ser Campeão é um Detalhe: A Democracia Corinthiana), também foram laureados durante a festa.

“O projeto CINEB é importante porque, através da itinerância, leva o cinema para vários lugares. Mas também é um espaço de reflexão e aí está a importância de um sindicato estar organizando esse projeto. Realmente deve existir o interesse de além de ver o filme, também fazer uma discussão sobre ele, não só temática, mas estética”, disse Caru Alves de Souza, diretora do longa De Menor, que recebeu também o prêmio de melhor filme de ficção no Festival do Rio de 2013.

Para Marcelo Galvão, diretor do filme Colegas - estrelado por atores com Síndrome de Down - saber que o filme chegou a camadas da população que, comumente, não têm acesso às salas de cinema é o maior prêmio. “A iniciativa do projeto é muito bacana. Eu acompanhei uma das projeções e vi que havia muita gente que nunca tinha ido ao cinema, então saber que o filme foi lá dentro e chegou a essas pessoas, já é o maior prêmio que nós recebemos”.

Outro filme premiado durante a noite, a comédia Cine Holliúdy, dirigida por Halder Gomes, teve grande destaque durante as exibições das caravanas do CINEB. O motivo é a sua semelhança com o projeto, ao utilizar a mesma metodologia mambembe, levando as películas para locais que não costumam receber exibições. O filme também cedeu um de seus atores para o evento de premiação - o cantor Falcão, que apresentou o 5º Prêmio CINEB.

Halder Gomes destacou que “hoje, o cinema brasileiro está passando por um momento onde as salas estão concentradas nos grandes shoppings. Por isso, estar aqui nesta premiação, em um país onde quase 80% da população nunca foi ao cinema, e o CINEB tem essa proposta de levar nossas histórias onde o cinema não existe, é algo muito gratificante”.

Inclusão e itinerância

O CINEB foi idealizado pelo Sindicato dos Bancários em 2007. O projeto funciona em parceria com a Brazucah Produções, sob a tutela dos coordenadores Cynthia Alário e Cidálio Vieira, atuando como um circuito alternativo de exibição gratuita de filmes em espaços comunitários e universitários, com o objetivo de aproximar os brasileiros das produções nacionais.

“Quando nós criamos o projeto, tomamos a decisão de fazer um investimento e ajudar a difundir o cinema nacional. É um investimento de um sindicato cidadão, para garantir que a população da cidade de São Paulo e da Grande São Paulo pudesse ter acesso ao cinema gratuito e de qualidade”, lembra o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino, um dos criadores do projeto, quando ainda ocupava a presidência do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Marcolino revela que o CINEB começou como um projeto piloto, “em parceria com as escolas, igrejas e sociedades de amigos de bairro, para levar o cinema a locais que de fato não tinham acesso”. O deputado ressalta porém que, desde o princípio, o CINEB foi além das periferias, desembarcando também em bairros de classe média de São Paulo. “O cinema é um espaço transformador. É importante que haja uma interação e uma integração. Mais do que levar o cinema é ajudar a transformar a realidade local”, completa o deputado.

O projeto já realizou mais de 333 exibições em diversos bairros de São Paulo e já alcançou mais de 43 mil espectadores. “Hoje se fala muito do ‘negócio social’, onde o objetivo não é o lucro, mas sim trazer algum benefício para as pessoas e junto com elas, trazer um benefício para você e para o outro. E o CINEB é um pouco disso, dessa via de mão dupla, um benefício para o cinema e para as pessoas, porque ainda temos uma exclusão da periferia e de regiões que não tem acesso às salas de cinema”, afirma Cynthia Alário.

O CINEB existe desde 2007, mas, a premiação foi criada dois anos depois. A ideia, segundo a presidente do Sindicato dos Bancários, Juvândia Moreira Leite, era comemorar o aniversário do CINEB, integrando todos os participantes. “Hoje ele é essa grande festa e esperamos que cresça ainda mais”.

“A gente, de alguma maneira, ajuda a formar esse público do cinema nacional. Gente que foi ao cinema pela primeira vez, pessoas de comunidades completamente carentes de acesso à cultura. É muito bonito e emocionante ver que proporcionamos essa oportunidade. Plantamos uma semente ali”, completa Juvândia.

Por José Eduardo Bernardes


Teatro Bradesco apresenta Natal Mágico


Espetáculo encanta famílias, com aroma de chocolate,
floquinhos de neve e Papai Noel

Músicas e efeitos especiais levam as crianças ao mundo encantado de personagens dos clássicos infantis de todos os tempos - de Cinderella e O Mágico de Oz até A Rainha das Neves e a Fábrica de Brinquedos do Papai Noel. 40 atores cantam ao vivo, entre eles dez crianças, fazendo 70 personagens, vestindo 180 figurinos, em 5 cenários que utilizam 100 metros de leds de alta definição, tudo para compor o pano de fundo dessa época mágica e resgatar a esperança do Natal, junto com os principais personagens das histórias infantis. É infraestrutura à altura dos shows natalinos de Nova York e Londres.

Ao som da Ave Maria, de Bach/Gounod (uma das composições mais famosas e gravadas sobre o texto em latim da Ave Maria), um anjo sobrevoa o presépio para anunciar o nascimento do Menino Jesus.

Outros 12 anjos cantam ao vivo enquanto floquinhos de neve caem suavemente sobre os espectadores. Em clima mágico, a luz desenha no ar os personagens e ajuda a encantar o espectador, que também sente o aroma irresistível de chocolate.

Com o musical Natal Mágico, o diretor Billy Bond traz para o Brasil o conceito dos tradicionais espetáculos de Natal apresentados em Nova York e Londres, apoiado em truques realizados por equipamento de última geração. Assim, inspirado em clássicos da Broadway e com direito à decoração natalina em todo o espaço do Teatro, o espetáculo fica em cartaz até 21 de dezembro.

Natal Mágico pretende encantar o público ao levar ao palco da casa o mundo de fantasia do Papai Noel. Sobre uma base musical gravada, os cantos acontecem ao vivo. O espetáculo narra a saída do Papai Noel da Lapônia, em um trenó, para ir ao encontro de duas crianças no Brasil: Nathalia, uma menina que acredita em toda a magia do Natal, e seu irmão Felipe, que ao contrário dela, não crê em sua existência.

O “bom velhinho” resolve então provar que não só existe, como também é capaz de realizar desejos, inclusive os de Nathalia: conhecer as princesas de suas fábulas favoritas. A partir daí, uma série de quadros musicais leva os pequenos ao mundo encantado de Cinderella, O Mágico de Oz e A Rainha das Neves, além da misteriosa Fábrica de Brinquedos do Papai Noel e um presépio especial.

Próximas sessões:
18/12 - quinta-feira, as 15h
19/12 - sexta-feira, as 15h
20/12 - sábado, as 11h e as 15h
21/12 - domingo, as 11 e as 15h

Efeitos especiais
Luzinhas de Natal espalhadas pela sala do Teatro causam encantamento no público, garantindo momentos emocionantes. “Fazem parte do cenário”, explica Billy Bond. Mas o realismo da produção não para por aí. Além de projeções e uso de técnicas de ilusionismo e levitação, há movimentos de cenário controlados por computadores e uma iluminação diferenciada. Dois projetores de última geração mapeiam e recortam desenhos/figuras no ar, criando um efeito mágico. “Nosso objetivo é dar um upgrade ao espetáculo teatral, mesclar cinema, teatro e show. Acho que o teatro merece essa renovação tecnológica. É até mesmo uma maneira de interagir com o público, principalmente as crianças”, diz Billy.

Serviço:
Natal Mágico
Temporada: até 21 de dezembro
Classificação: Livre
Duração aproximada: 100min.
Teatro Bradesco
Rua Turiassú, 2100 - 3º piso
(Bourbon Shopping São Paulo)
Capacidade: 1439 pessoas
Acesso para deficientes.
www.teatrobradesco.com.br


Miúcha canta Tom, Chico e Vinícius
na Caixa Cultural

Em show patrocinado pela Caixa Econômica Federal, Miúcha revive com sofisticação e bom humor o clima e as histórias dos Anos Dourados do Rio de Janeiro por meio de composições de Antônio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque de Holanda. A cantora se apresenta no palco da Caixa Cultural São Paulo entre os dias 14 e 18 de janeiro, de quarta-feira a domingo, às 19h15, com entrada franca.

Miúcha se faz acompanhar pelos músicos Itamar Assiere, no piano; João Lyra, no violão; Jorge Helder, no baixo e Ricardo Costa, na bateria, desfilando um repertório regado a histórias de amor e de boemias, traduzido em versos íntimos e arranjos primorosos. As melodias transportam o público para os anos 60 e 70, época em que a música brasileira ganhou bossa e delicadeza.

Intimista, a cantora aproxima o público desses poetas, que retratam a alma do país em forma de música. Cada canção revela cumplicidade e descontração, marcas de seu convívio com esses compositores. O repertório reúne músicas representativas dos encontros que ocorriam em casas de amigos e também nos botequins, palcos e praças. Ela lembra, que com Tom Jobim dividiu vozes e boemia, acordes e trocadilhos, afeto e admiração. Para celebrar esse encontro, ela canta pérolas como “Águas de Março”, “Eu Te Amo” e “Anos Dourados”. As canções são costuradas por revelações e lembranças, histórias vividas com o músico.

De Vinícius de Moraes, grande amigo de seu pai Sérgio Buarque de Holanda e presença assídua nas noites musicais que aconteciam na casa da família, Miúcha resgata os versos de “Gente Humilde”, “Sei Lá”, “Pela Luz dos Olhos Teus”, além de parcerias dele com Tom Jobim e Baden Powell, entre outros. A cantora conta que aprendeu com Vinícius alguns acordes no violão e muitas músicas de compositores que o “poetinha” admirava.

Completam o roteiro afetuoso do espetáculo, sambas e canções do irmão Chico Buarque de Holanda. Composições como “Todo Sentimento”, “João e Maria” e “Maninha” (esta feita especialmente para o primeiro disco que Miúcha gravou com Tom Jobim) poetizam o show e selam um pacto entre eles, pela música e pelo companheirismo.

Como uma das mais importantes intérpretes de uma época brilhante da MPB, Miúcha que viveu e cantou esse momento, nesse show o tem retratado com delicadeza e simplicidade.

Serviço:
Espetáculo “Miúcha”
De 14 a 18 de janeiro (quarta a domingo), às 19h15
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - Centro
Entrada: franca
(os ingressos poderão ser retirados na bilheteria a partir do meio-dia)
Capacidade: 80 lugares
Duração: 60 min
Classificação: livre
Informações: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com deficiência


Cia Teatro do Incêndio apresenta
O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica

O espetáculo, que reestreia no dia 17 de janeiro, foi criado em sala de ensaio por experimentos de associação livre e sugestões sonoras, a partir de textos de Schopenhauer, Umberto Eco e diálogos criados pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca. A música popular brasileira, como rito de morte e renascimento, é apresentada por meio do expressionismo, naturalismo e outras vanguardas. Assim que O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica cria uma atmosfera sonora que busca inserir o espectador no espírito do samba e da bossa nova, de forma provocativa e interativa.

De acordo com Marcelo Fonseca, “trata-se de um espetáculo, em grande parte, auditivo que procura ‘recuperar’ o ouvido para o chiado do disco e a qualidade incomparável da música popular brasileira, revivendo mestres do samba e da bossa nova por meio de seus sentimentos”. Ele explica que o título é uma citação do poeta Roberto Piva, “padroeiro” do grupo e amigo em vida do diretor, que faz uma analogia do samba com a pornografia no sentido de que o “bom ouvido” não dá lucro às gravadoras. “Sendo assim, a boa música passa a ser pornográfica e metafísica dentro do processo de embrutecimento da sensibilidade pela necessidade de vendas, desestimulando o jovem a conhecer compositores como Tom Jobim e Geraldo Pereira, para consumir fórmulas cada vez mais pobres de ‘produtos’ de três acordes”, argumenta.

Carregada de símbolos, a encenação de O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica conta com uma primeira parte expressionista, conduzida por Carmen Miranda (Gabriela Morato) e Ismael Silva (Diogo Cintra). Nesta, gravações originais sintetizam uma parte da história do Brasil até “a morte” do samba junto com sua embaixatriz em crise de depressão, amparada por milhares de comprimidos. Cenas recriam fatos reais sobre compositores que se tornaram lendas da música brasileira, como o suicídio de Assis Valente, o soco de Madame Satã (Valcrez Siqueira) em Geraldo Pereira, que o levou à morte, e a partida precoce de Noel Rosa (Gustavo Oliveira) e sua relação com a cantora Aracy de Almeida (Rebeca Ristoff).

O espetáculo lança mão de outras linhas de vanguarda como Dadaísmo, Modernismo e Naturalismo para contar a trajetória da MPB e a influência da música estrangeira no comportamento e no “ouvido” do brasileiro, em cadente interatividade com o espectador.

Figura ímpar da arte musical brasileira, Vinícius de Moraes (Marcelo Marcus Fonseca) está presente em toda a encenação, transitando com leveza pelas cenas como fosse o próprio espírito do samba, da bossa nova. Em dado momento, por exemplo, junto com um coro de Iemanjás, ele convida a plateia a se deitar na Praia de Itapuã.

Várias outras cenas também merecem destaque. Em uma delas Ary Barroso realiza um show de calouros em um canteiro de obra; outra recria a noite em que Baden Powell (Victor Dallmann) e Vinícius compuseram o “Samba em Prelúdio”; as mortes de Maysa e Dolores Duran são retratadas em uma única cena; e a encenação da partida de Nara Leão (Elena Vago) é conduzida por um “coro de morte” que envolve sua cabeça quando o tumor explode, dando fim à sua vida.

Com a sede do Teatro do Incêndio correndo risco de desapropriação para obras do Metrô, o grupo termina a peça em plena Rua da Consolação, em frente ao teatro, como forma de protesto.

Com a Cia. Teatro do Incêndio, O Pornosamba e a Bossa Nova Metafísica reestreia em 17 de janeiro, com direção e dramaturgia de Marcelo Fonseca; direção musical de Wanderley Martins; Co-direção musical de Vlad Rocha, Bisdré Santos e o próprio Marcelo; iluminação de Alex Sandro Duarte e Marcelo; figurinos de Gabriela Morato e Sérgio Ricardo; fotografia e registro de processo, de Don Fernando; produção de Gabriela Morato e Cia. Teatro do Incêndio. O elenco está formado com Gabriela Morato, Marcelo Marcus Fonseca, Sergio Ricardo, Wanderley Martins, Diogo Cintra, Gustavo Oliveira, Valcrez Siqueira, Rebeca Ristoff, Victor Dallmann, Elena Vago, Ana Beatriz Pereira, Vlad Rocha (Bateria) e Francisco Lacerda e Bisdré Santos (Violão de 7 cordas).

Serviço:
Temporada 2015: 17 de janeiro a 31 de maio
Espetáculos: Sab. às 21h e dom. às 20h
Gênero: Musical
Duração: 80 min
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia), com bilheteria 2h antes da sessão
Teatro do Incêndio
Rua da Consolação, 1219 - tel.: (11) 2609-8561 e 2609-3730
Capacidade: 99 lugares


 

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