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Companhia Os Tapetes Contadores de História monta exposição na Caixa Cultural
A CAIXA Cultural está promovendo a exposição interativa “Tudo o que a gente vê ou toca tem história pra contar”, da companhia Os Tapetes Contadores de Histórias. O acesso à mostra é gratuito e faz parte das comemorações dos 10 anos do grupo, reúne diversas atividades como exposição, palestras, oficinas e sessões de contação de histórias.
Na mostra são apresentados os elementos que inspiraram os projetos e pesquisa da companhia, como o diálogo entre oralidade, literatura, artes visuais, criação e uso de suportes plásticos para contar histórias. Lá, poderão ser conferidos e manuseados uma série de objetos-cenários, como tapetes, painéis, malas, aventais, saias, vestidos, teares, caixas de pano e jogos interativos para descobrir, inventar, ler e contar histórias.
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Visitantes apreciam "tapetes contadores de história". Um momento de contação de história pelos artistas: Ilana Pogrebinschi, Rosana Reátegni, Helena Contente e Carlos Eduardo Cinelli. |
Cada elemento da exposição foi baseado em um conto e é acompanhado pelo livro correspondente, o que revela um repertório precioso de autores como Ana Maria Machado, Luís da Câmara Cascudo, Marina Colasanti, Peter Bichsel e Ricardo Azevedo, bem como contos populares brasileiros e peruanos.
Muitos objetos foram criados pelo próprio grupo. A grande variedade de suportes e novos cenários se revelam como uma atração a mais. O destaque recai sobre os cenários das sessões que estréiam nesta temporada, como a infanto-juvenil “Bicho do Mato” e a adulta “O mundo de fora pertence ao mundo de dentro”. Na mostra pode-se ainda contar com livros de pano do projeto peruano “Manos que Cuentan” e tapetes criados pelo artesão e contador de histórias francês Tarak Hammam.
Serviço:
CAIXA Cultural Praça da Sé, 111 - Centro
Informações: (11) 3321-4400 ou www.caixa.gov.br/caixacultural Recomendação de faixa etária: livre
Sessões de histórias: para grupos e escolas: de terça a sexta, com agendamento; abertas ao público: finais de semana, com retirada de ingresso até 30 minutos antes das apresentações (40 lugares)
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“O Vô do Ovo”
A peça traz ao público infantil, uma mensagem importante e construtiva sobre como lidar com as diferenças e dificuldades que a vida, desde cedo, impõe a todos nós. Dedica-se a mostrar, de forma lúdica, como é possível superar as perdas a que estamos expostos e alçarmos nosso vôo interior rumo à vida.
Apreender o imaginário infantil e traduzi-lo para uma linguagem cênica simples, limpa e real, porém mágica. Este foi o ponto de onde Carlos Meceni partiu para dirigir a montagem de “O Vô doOvo”, que apresenta a história do ganso Geraldinho e fala de sua perda - pelo abandono do pai - e de como sua turma acaba por deixá-lo sempre sozinho. “A vida é voar e ver. Com o tempo você também vai. Quem sabe se voltará” dizia sabiamente seu Vô Praxedes.....

O texto, de Cid Pimentel, nos remete à leveza inocente da alma infantil, com delicadeza e sensibilidade. Foi contemplado com a experiente e talentosa direção de Carlos Meceni, preocupado em ressaltar os elementos ocultos na brincadeira das crianças e na crueldade do mundo infantil. As músicas especialmente criadas pela competente dupla do maestro Paulo Herculano e do músico Mathias Capovilla, tem como destaque a trilha sonora da excelente Tunica.
O cenário e os figurinos, criados pelo artista plástico e homem de teatro Gilberto Nascimento, acrescentam com simplicidade formas e cores que alegram os sentidos e compõem harmoniosamente a montagem. A criação da identidade visual do projeto foi obra do artista plástico A C Nicolielo que desenhou, com rara e precisa beleza, o espírito de “O Vô do Ovo”. As fotos e peças gráficas têm assinatura de Carol Godefroid e seu estúdio.
Eduardo Benesi, Francis Camargo, Gilberto Nascimento, Karina Ferreira, Natália Vidal e Isis Oliveira (standing), compõem o elenco da peça.
Os leitores do Centro em Foco que comparecerem ao Teatro com o recorte desta matéria ou com um exemplar deste jornal têm 50% de desconto na compra do ingresso.
Serviço: Teatro Ruth Escobar (Sala Myriam Muniz)
Rua dos Ingleses, 209 - (Metrô Brigadeiro)
Fone: (11) 3251-4881
Temporada: até o final de Dezembro
Espetáculos: sáb. e dom. às 17h30
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10 para crianças até 12 anos
Acesso para portadores de deficiências
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“Realeza nos trópicos - 200 anos de música”
O CCBB apresenta o projeto "Realeza nos Trópicos: 200 anos de música", um verdadeiro resgate do diálogo entre brasileiros e lusitanos por meio da música, um evento que pretende mostrar ao público as influências que os portugueses exerceram sobre a música brasileira.
A série - que acontece todas às terças-feiras, sempre às 13h e 19h30, no teatro do CCBB, até o dia 04 de Novembro - teve início no dia 21 de Outubro, com o show "Para lá e para cá", reunindo o Trio Madeira Brasil, o cantor Zé Renato e o violonista português Pedro Jóia. Esse encontro percorreu as influências culturais da música popular brasileira e portuguesa, de ontem e de hoje.
“Realeza nos Trópicos” procura revelar curiosidades da riqueza musical resultante do encontro de duas ricas nações. Como exemplo, quem poderia imaginar que o cavaquinho, instrumento historicamente relacionado à musica popular brasileira, surgiu em Portugal? Ou ainda que o fado, tão característico das terras lusitanas, teve origem no Brasil?
A exposição representa uma oportunidade de conhecer e avaliar a contribuição musical portuguesa no Brasil, esclarecendo pontos que durante séculos permaneceram ocultos, e mostrando no palco as afinidades e influências mútuas.
História -Antes de março de 1808, o Rio de Janeiro já manifestava sua vocação musical através dos modinheiros que, acompanhados de suas violas de arame, atendiam à demanda musical da cidade com modinhas e lundus, gêneros primais da música popular brasileira. Modinhas para os aspectos líricos e românticos. Lundus para humor e sensualidade.
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| Henrique Cazes |
A chegada do Rei Dom João VI e sua Corte ao Rio de Janeiro, entretanto, tornou-se uma experiência sem paralelo no mundo. O choque cultural ocorrido com a interação de dois mundos tão distintos teve reflexos imediatos na vida cultural e especialmente na música. A família real portuguesa trouxe o primeiro piano a ser tocado no Brasil. Trouxe também a valsa, gênero então em ascensão nos salões europeus. O príncipe D. Pedro tocava flauta e piano e seria, dali a alguns anos, o primeiro imperador brasileiro e o primeiro autor registrado de valsa brasileira.
A tendência lusitana à miscigenação e a uma maior liberalidade de costumes surtiu efeito na composição étnica da classe média que surgiu, composta de funcionários públicos dos correios, porto e estrada de ferro. Ainda que incipiente, essa classe média cultivou hábitos europeus, misturados com práticas da antiga colônia. Essa mistura deu corpo ao caldo cultural que faria brotar tanta música na cidade do Rio de Janeiro ao longo do século XIX.
A modinha e o lundu, que Domingos Caldas Barbosa tornara sucesso em Lisboa décadas antes, voltaram ao Brasil estilizados e com acento lírico. A corte trouxe ainda professores de música que ajudaram decisivamente no surgimento de mão de obra musical. Ao longo do Século XIX, o piano e o teatro de revista se tornaram as vitrines das novidades musicais que chegavam da Europa, como a habanera, polca e schotish, danças que deram origem ao choro.
A programação pode ser conhecida pelo site www.bb.com.br/cultura ou tel.: 3113-3652.
Serviço:
Exposição “Realeza nos Trópicos - 200 anos de música”
De 04 a 25/11, sempre às 3ªs feiras, às 13h e 19h30
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Informações: 3113-3651
Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada)
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Aquela Mulher, com Marília Gabriela, no Teatro SESC Anchieta.
Aquela Mulher é o monólogo que traz Marília Gabriela na pele de H, uma mulher literalmente fechada num quarto, na eminência da confirmação sobre seu futuro. A expectativa de uma resposta leva H a viver uma avalanche de idéias e possibilidades. Seus pensamentos estão voltados para a busca de uma resposta, de algo que possa mudar a sua vida. A partir dessa colocação não é difícil imaginar o que se passa na cabeça de uma candidata, que espera o anúncio da vitória em uma eleição que a colocará no posto de a governante mais poderosa do planeta?
Este é o ponto de partida da peça. O argumento foi trabalhado por José Eduardo Agualusa e é desenvolvido na forma de um texto em coordenadas que fazem referências sem nomear figuras da atualidade, tornando-o assim, atemporal.
Durante os 70 minutos do espetáculo, a presidente eleita da nação mais poderosa do mundo faz um passeio sobre sua vida: casamento, paixões, rancores, sexo, política, sexo e política, derrotas, conquistas e, claro, a própria condição feminina.

O encontro de Marília Gabriela, José Eduardo Agualusa e Antonio Fagundes representa a estréia como diretor deste último e a montagem do monólogo de um dos nomes mais expressivos da literatura contemporânea, escrito especialmente para Marilia Gabriela.
Sobre o Autor:
José Eduardo Agualusa é natural de Huambo, Angola (1960). Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos para uma dezena de idiomas. Também escreveu uma peça de teatro, "Geração W", para o Teatro Meridional e outra "Chovem amores na Rua do Matador”, juntamente com Mia Couto, para a companhia “Trigo Limpo Teatro Acert”.
Divide o seu tempo entre Angola, Portugal e Brasil. Assina uma crônica quinzenal na revista Pública e realiza para a RDP "A hora das Cigarras", um programa de música e poesia africana. É membro da União dos Escritores Angolanos.
Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fatima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada exclusivamente a autores de língua portuguesa. “Conheci Marília Gabriela num festival de cinema, em João Pessoa, e senti-me imediatamente atraído pela sua força. Foi, digamos assim, amizade à primeira vista. Muitos encontros depois, quando Marília me perguntou se gostaria de escrever um monólogo para ela, concordei imediatamente”.
Serviço:
Teatro Sesc Anchieta
Rua Dr. Vila Nova, 245
Fone: 3234-3000
Ingressos: R$ 20,00
Sextas e sábados, às 21h.
Domingo, às 19h
Recomendação: 14 anos
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Sítio do Picapau Amarelo volta em montagem teatral
Está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira a superprodução infantil “Sitio do Picapau Amarelo - o Musical”, dirigida por Roberto Talma. Contando com 18 atores, grandes cenários, projeções de vídeo, efeitos de luz e som, vôos cênicos e bonecos movidos eletronicamente, o espetáculo envolve ainda árvores de 5 metros e um casarão giratório.
Nesta adaptação para o teatro, os principais personagens (Emília, Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa e Tia Anastácia) recebem a companhia de Peter Pan, Pinóquio, Aladdin, Cinderela e Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Dona Carochinha, além de Burro Falante, Quindin, Rabicó e a Cuca, transformados em bonecos com movimentação eletrônica. A história tem início quando Narizinho descobre o Reino das Águas Claras e a boneca Emília começa a falar, depois de tomar uma pílula falante. Para a festa de casamento de Emília com o Marquês de Rabicó são convidados todos os personagens da Carochinha. Mas as coisas se complicam quando aparecem a Cuca e os piratas comandados pelo Capitão Gancho.

A adaptação de Flávio de Souza tomou como referência duas obras de Monteiro Lobato: “Reinações de Narizinho” e “Sitio do Picapau Amarelo”. Flávio diz que “Reinações...” por ter sido o primeiro livro infantil de Lobato e porque foi nele que Emília começou a falar. No caso do “Sítio...”, porque já trabalha com os personagens da turma que conduz as inúmeras histórias criadas pelo autor. Flávio também admite que, assim como o autor, misturou personagens de contos de fada e do cinema americano. “Quando escrevi a peça, não tinha noção de que estava fazendo o que Monteiro Lobato fez”.
Na direção, Roberto Talma procurou privilegiar a alegria e a magia das histórias do autor, utilizando uma narrativa bastante linear, sem truques para enganar as crianças. “O meu prazer em fazer o espetáculo é grande e todos sabem do valor das histórias do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato”, declara ele.

Seis novas músicas foram compostas por André Abujamra para completar o total de 13 que compõem o espetáculo. As outras sete são as originais das temporadas do “Sítio...” na TV Globo, incluindo a que foi composta por Gilberto Gil. As músicas são cantadas ao vivo sobre uma base musical em playback.
Para compor o cenário, concebido em volume e grandes dimensões, foram utilizadas estruturas metálicas, e.v.a, madeira, isopor, poliuretano e espuma. Para se ter uma idéia, o casarão da fazenda tem 5 metros de comprimento, 3 de largura e 4 de altura, e é montado sobre um sistema giratório. A partir de suas paredes, de uma cena para outra - Surpresa! -, surge o Reino das Águas Claras. E mais: as árvores chegam a 5 metros de altura.
A luz utilizada no musical é colorida e animada, além dos efeitos especiais criados para provocar encantamento nas crianças: em três cenas os personagens chegam ao palco voando. O sistema de vôo utilizado é um circuito de 50 metros de trilho suspenso em forma de “S” sobre a platéia, o que reforça o envolvimento do público com o espetáculo.

A coreografia estilizada e com linhas modernas mistura dança, teatro e sapateados o tempo inteiro. É assim que a personagem Emília, composta por Mariana Elizabetsky, se dobra e desdobra como uma boneca de pano de verdade. Para tanto, a atriz obteve um condicionamento a partir da mistura de ioga, dança e corrida. Narizinho é vivida pela atriz brasiliense Ana Paula Grande. O Pedrinho é incorporado pelo jovem ator de 17 anos João Maia, enquanto Bibba Chuqui é Tia Anastácia e, Suzanah Borges, Dona Benta.
Para Flávio de Souza, “a montagem vem valorizar, divulgar a cultura e a arte nacionais, homenageando um dos maiores autores brasileiros e também sua obra, que influenciou várias gerações.
Serviço:
Teatro Procópio Ferreira
Rua Augusta, 2823
Fone (11) 3083-4475
Sábados e domingos às 16 h
Em cartaz até o dia 14 de Dezembro
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Novotel Jaraguá apresenta o espetáculo “O Caminho para Meca”
O Teatro Jaraguá, instalado no Novotel Jaraguá, apresenta em curtíssima temporada o espetáculo “O Caminho para Meca”, com texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard e direção de Yara Novaes. A peça apresenta a grande atriz Cleyde Yáconis, vivendo mais uma personagem especial em sua carreira, Helen Martins, uma sul-africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura.

“O Caminho para Meca” conta a história de uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional, no século XX. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e culto obrigatório da fé protestante. Após descobrir que nunca amou o homem com quem foi casada, abandona a igreja. Ao ficar viúva encontra na arte de esculpir o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade.
Serviço:
Espetáculo “O Caminho para Meca”
Temporada: 14/11/08 a 14/12/08
Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 18h
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)
Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 – Centro
Bilheteria: aberta de terça a quinta das 14h às 19h, sexta e sábado das 14h às 24h e domingo das 14h às 19h, ou até o início do espetáculo
Informações: (11) 3255-4380. |
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