Falta de moradia é um problema que deve ser resolvido
|
Presidente licenciado do Sindicato dos Bancários é convidado a conhecer movimentos de moradia da cidade. |
| |
Mesmo garantida na Constituição Brasileira, milhares de pessoas em todo o Brasil não têm onde morar. Em São Paulo, cidade mais populosa do país, esse pesadelo está em todas as regiões.
A convite de várias lideranças de movimentos de moradia da cidade, o presidente licenciado do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Cláudio Marcolino, foi conhecer de perto essa difícil realidade. No mês de Julho, Marcolino esteve no encontro que reuniu mais de 150 pessoas, entre coordenadores do movimento de moradia da zona Oeste e Noroeste, lideranças de bairro e militantes. Todos os presentes destacaram a histórica vitória da entidade no governo Lula. Foi unânime também a aprovação dos projetos habitacionais do PAC como o Minha Casa, Minha Vida que foi lançado com o objetivo de construir 1 milhão de casas nas cidades com população acima de 100 mil habitantes e para famílias que possuem renda de até 10 salários mínimos. O programa beneficia três faixas de rendimento, com juros diferenciados. Há pacotes para famílias que ganham: até três salários mínimos (o cadastro deve ser feito na Cohab). De três a cinco mínimos: 5% ao ano + TR (Taxa Referencial de Juros). De cinco a seis mínimos: 6% ao ano + TR. De seis a dez mínimos: 8,16% ao ano + TR. “É importante lembrar que o Minha Casa Minha Vida ainda impulsiona o setor da construção civil, com geração de emprego, além de promover a inclusão social”, reforça Marcolino.

Nos últimos sete anos, centenas de integrantes do movimento foram beneficiados com a construção de casas. “Para garantir as conquistas, é importante a organização e a mobilização para fortalecer as lideranças comunitárias e fortalecer o diálogo com o governo”, lembra.
Na mesma região, Luiz Cláudio foi convidado a visitar a realidade da população da Brasilândia, que possui inúmeras construções irregulares. A Associação dos Trabalhadores Sem Teto da Zona Oeste e Noroeste há 23 anos luta pela regularização e planejamento urbano nessa região de São Paulo. Desde 2008, porém, a entidade tem um motivo especial para se orgulhar: o financiamento de 200 apartamentos e 63 sobrados no Jaraguá pelo governo Lula. “Essa é a maior conquista que tivemos. Nunca um governo federal havia liberado tantos recursos para a habitação como este”, conta Vera Eunice da Silva, coordenadora da associação.
Marcolino conheceu também a região do City Jaraguá que além do problema de moradia, enfrenta a falta de infra-estrutura para os moradores, como farmácia, creche, hospital e escola. “Os projetos habitacionais são políticas públicas que devem prever mais que a construção de moradias. Afinal, não se vive satisfatoriamente apenas com um lar à disposição, é preciso abastecer o cidadão de todas as condições necessárias para que ele possa levar uma vida digna no local que escolheu para viver. Isso inclui o acesso ao saneamento básico, áreas de lazer, saúde, educação e comércio”, explica.
Já na zona Norte, Marcolino conversou com moradores de diversos bairros como Jardim Fontális, Jova Rural e Filhos da Terra, onde constatou que a preocupação da população não é apenas de moradia, mas de lazer, saneamento básico, escolas, entre tantos outros.
Na zona Leste, esteve com o Movimento de Moradia do Centro de São Paulo (MMC), que faz uma grande assembleia uma vez por mês. O movimento organiza famílias de baixa renda, pagantes de aluguel e moradores de cortiço na luta pelo direito à moradia própria. Em julho, reuniram mais de 400 pessoas que fazem parte dos grupos de base que compõem o MMC, como a Associação por Moradia São João Batista do Brás, Morada do Sol, Lutas e Vitórias, Fénix Belém, Rua do Carmo, entre outros. Foram discutidas as últimas informações sobre moradia, programas habitacionais e as pautas de encaminhamento ao poder público.
No encontro, Luiz Claúdio Marcolino falou sobre a importância dos movimentos por moradia e do programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. “O programa veio para acabar o déficit histórico de moradia para o povo, com a construção de um milhão de residências e o financiamento para sua aquisição pela população de baixa renda”, disse.
Bancários: categoria de conquistas
Nos últimos seis anos, bancários tiveram aumento salarial maior do que a inflação.
Os bancários são reconhecidos no movimento sindical por ser uma categoria forte e de grandes conquistas. Todas as negociações são unificadas, realizadas pelo Comando Nacional, que é formado por representantes de bancários de bancos privados e públicos de todo o país, entre eles, o presidente licenciado do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Claudio Marcolino.
Na campanha mais recente, de 2009, a categoria conquistou a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses em Convenção Coletiva. “Somos a única categoria que garantiu esse direito a todas as trabalhadoras. Todos os bancos assinaram o acordo e agora, as bancárias têm 60 dias a mais junto de seus filhos para garantir a amamentação de seis meses recomendada pelos médicos”, afirma Marcolino.
As negociações, mobilizações e greves organizadas pelos bancários do Brasil garantem desde 2004 a conquista de aumento real maior do que a inflação, além de participação nos lucros e resultados (PLR). “São seis anos consecutivos de garantia de poder de compra para a categoria. Isso mostra que a organização faz a diferença”, reforça o presidente licenciado. Além disso, os bancários também possuem vale-refeição, cesta-alimentação, plano de saúde, auxílios creche e educação, além de 13ª cesta-alimentação, entre tantas outras conquistas.
Mas a luta dos bancários é permanente. Melhorias de condições de trabalho e segurança são temas sempre em pauta. O Comando Nacional já está preparando as estratégias da campanha 2010. Na semana passada foi realizada no Rio de Janeiro, a 12 ª conferência da categoria, onde foram aprovadas por unanimidade as reivindicações relacionadas à garantia e manutenção do emprego, com a exigência de mais contratações, inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência no mercado de trabalho e pelo fim dos correspondentes bancários. “Outra importante reivindicação é a manutenção de todos os direitos para os bancários aposentados”, conclui Marcolino.
Hospital Brigadeiro abriga Centro de Estudos do homem
Ocupando uma área superior a 1.000 metros quadrados e dispondo de equipamentos de ultrassom, urologia e para intervenções sofisticadas, como a litotripsia (que destrói cálculos renais através de ondas de impacto), o Centro de Estudos do Homem recebeu do governo do Estado de São Paulo, à época de sua instalação, investimentos da ordem de R$ 2 milhões, mas é pouco conhecido e, consequentemente, pouco utilizado pela população masculina da cidade.
A unidade reúne especialidades médicas como Andrologia, Patologias da próstata e Urologia, além dos núcleos de alta resultabilidade (check-up) e de ensino e pesquisa. O departamento de patologias da próstata é dividido em dois setores: diagnóstico e tratamento das DST (doenças sexualmente transmissíveis), prostatites (infecções da próstata, causadas por bactérias e vírus) e prevenção do HIV e HPV; e tumores (câncer e hiperplasia benigna da próstata).
Na especialidade de Urologia, o Centro conta com profissionais de nefrourologia (hipertensão renovascular e transplante renal), endocrinourologia, neurourulogia (disfunções da vesícula, uretrais e incontinência urinária) e urologias geriátrica e plástica.
Por desconhecimento dos serviços e mesmo pelos preconceitos masculinos, as consultas e diagnósticos, o uso do Centro tem sido pequeno e o Governo já fala que o trabalho não justifica investimento maior.
O “Hospital do Homem” funciona junto ao Hospital Brigadeiro, localizado na Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2.651 - Jd. Paulista, com os telefones: (11) 3289-2421 e Fax: (11) 3284-8650.
|