Foi descoberta e erigida
sob nobres sentimentos
e justas finalidades
Ela é bela mesmo quando escura
nunca fica em trevas...
Todo dia uma nova luz
nela principia a brilhar
somando-se às milhões multicores
já existentes
tornando-a mais feliz
Não é desumana
nem insensível
Abriga migrantes e imigrantes
dando-lhes as mesmas oportunidades
que dá a seus nativos
A minha cidade
ampara pobres e ricos,
bêbados e sóbrios,
néscios e sábios
Dá espaço aos progressistas
e repudia os pessimistas
É hospitaleira!
Costuma-se dizer
que quem nela não consegue viver
n’outro lugar nem sobrevive
Assim, não cabe essa pecha,
essa infelicidade
à minha tão bela, feliz e amiga cidade.
Poesia de Carlos Moura,
editor do Jornal Centro em Foco.
Abril de 2010.
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