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Tributação justa e progressiva

Bancários, químicos e metalúrgicos estão promovendo uma campanha para acabar com a incidência do imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores. Por isso estão recolhendo adesões ao abaixo-assinado, que cobra a reivindicação para leva-la ao Congresso Nacional.

“É fundamental conseguir o maior número possível de adesões ao abaixo-assinado que, além de defender uma tributação justa e progressiva, reivindica a alteração da Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, com o objetivo de isentar os trabalhadores do IR no recebimento da PLR”, explica Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. “Amigos e familiares também podem assinar, afinal a isenção beneficia toda a sociedade, com mais dinheiro circulando e fortalecendo a economia interna. Quanto mais trabalhadores participarem, maior será a pressão que conseguiremos fazer pela aprovação dessa isenção”, ressalta a dirigente”, destaca.

O abaixo-assinado está disponível no site do Sindicato até o dia 18 de novembro. Basta imprimir o documento, fazer a coleta de assinaturas e encaminha-lo para a sede do Sindicato na Rua São Bento, 413.

Justiça - O Brasil mantém um modelo injusto de tributação que penaliza os mais pobres e assalariados, reforçando a desigualdade social e a concentração de renda. “Defendemos uma carga tributária com modelo de cobrança progressiva e direta. A maior parte dos tributos no Brasil recaem sobre o consumo, prejudicando os mais pobres. Ao comprar no supermercado, por exemplo, ricos e pobres pagam os mesmos impostos. Para ser justa, a carga tributária deve incidir primeiro sobre o patrimônio, depois sobre a renda e, por último, sobre o consumo”, afirma Juvandia.

Tributos como o Imposto de Renda de Pessoa Física, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) são calculados sobre o patrimônio e a renda, modalidades nas quais é possível garantir que, quanto mais rico, maior será o valor recolhido. “É isso que queremos conseguindo a isenção do IR na PLR para os trabalhadores”, reforça Juvandia, lembrando que, enquanto os trabalhadores contribuem, em média, com 10,68% da carga tributária, as instituições financeiras arcam com apenas 3,02% da arrecadação do país. Ainda, segundo dados do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), entre agosto de 2010 a setembro deste ano, as pessoas físicas pagaram R$ 89,9 bi de IR e valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho. Enquanto os bancos contribuíram com R$ 37,2 bi, somados os pagamentos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do PIS/Pasep, Cofins e IR.

Os trabalhadores, responsáveis pela produção do lucro das empresas, não podem ser penalizados ao receber sua PLR. Por isso, convocamos todos os trabalhadores a aderir à campanha, ajudando a pressionar o Congresso Nacional a acabar com essa injustiça.

Campanha dos bancários injeta R$ 7,2 bi na economia

Salários melhores geram crescimento econômico e melhoria na qualidade de vida. A ampliação da política de emprego e renda traz impactos positivos para toda a sociedade. E grandes campanhas salariais, como a dos bancários, reforçam esse caminho.

As conquistas da Campanha Nacional dos Bancários 2011, após 21 dias de greve, já começam a surtir resultados. O reajuste de 9% nos salários, vales refeição e alimentação e aumentos nos valores da PLR significam incremento de cerca de R$ 7,2 bilhões na economia, de acordo com projeção feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Do total da PLR, quase R$ 2 bilhões forma antecipados, estão circulando na economia e fazendo diferença na vida de cada um desses bancários e de suas famílias. Seja para quitar dívidas, acertar despesas de virada de ano ou para pagar a viagem de férias, os trabalhadores sabem do valor e da sua importância. Enquanto os bancários colhem os frutos de seu esforço em cada dia de trabalho e de seu empenho na vitoriosa Campanha Nacional, o Sindicato encabeça com químicos e metalúrgicos, outra reivindicação: a isenção de imposto de renda na PLR dos trabalhadores que significará aumento e renda e justiça tributária.

Por Elisângela Cordeiro

 
 
 
 

 

 

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