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Terapias Complementares: a pessoa tratada de um modo integral.
As Terapias Complementares também conhecidas como terapias alternativas, integrativas ou não-convencionais, constituem um grupo de terapias que não fazem parte da medicina tradicional e, englobam diversas práticas de atenção à saúde, tais como: acupuntura, iridiologia, aromaterapia, arte-terapia, medicina ayurvédica, naturopatia, terapias baseadas em dietas, quiropraxia, massagem, meditação, hipnose, yoga, Reiki, musicoterapia, entre outras.
Hipócrates, o pai da Medicina, definiu saúde como o estado de harmonia do homem com a natureza, o equilíbrio entre os diferentes componentes do organismo e com o meio ambiente. Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como o completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. Nesse contexto, o tratamento com terapias complementares que consideram o indivíduo na sua totalidade, ou seja, avaliam e trabalham seus aspectos físicos, psicológicos e energéticos de forma holística, buscam integralmente o retorno à saúde.

Conheça um pouco de algumas dessas terapias:
Ayurvédica: terapia baseada no fato das pessoas serem distintas tanto física como psicologicamente, portanto os tratamentos também devem ser distintos. Fundamenta-se na idéia que a doença surge quando as energias estão fora do equilíbrio, e para retomá-las, consideram a "Terapia dos Sentidos" que utiliza a visão, a audição, o tato, o paladar e o olfato. No balanceamento energético podem ser associadas aromaterapia, dieta alimentar especial, cromoterapia, terapia do som e massagem, dentre outras.
Aromaterapia: terapia que utiliza os óleos essenciais aromáticos pelas vias oral, por meio de difusores ou via tópica, com auxílio de massagens na pele.
Massagem: terapia que auxilia no relaxamento muscular aliviando a dor e rigidez, promovendo uma sensação de melhora e bem-estar.
Iridiologia: terapia que obtém uma visão geral do estado de saúde de uma pessoa através da observação das cores e outras características de sua íris.
É importante salientar que sob a ótica científica, muitas dessas terapias estão sob rigoroso estudo para comprovarem se são eficientes ou não. Além disso, sendo um tratamento complementar, não deve substituir o tratamento convencional e o médico deve ser informado sobre sua adoção.
Carolina Mattos Monteiro
Farmacêutica, especialista em Homeopatia
pela Associação Paulista de Homeopatia
carolina@magnavita.com.br |
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Privatização da Saúde: desrespeito ao SUS e à Participação Popular
Durante a existência do PAS na cidade de São Paulo (gestões Maluf e Pitta) ocorreu amplo processo de terceirização, para o setor privado, de serviços da Saúde Pública, como exames laboratoriais e de imagens, antes realizados em equipamentos e pessoal próprios da prefeitura. Em conseqüência disso, os equipamentos de propriedade municipal foram totalmente sucateados por falta de manutenção preventiva e corretiva e pela própria inatividade. Também houve a perda de muitos deles, ainda novos, em hospitais como os de Campo Limpo e Ermelino Matarazzo. Na transição do PAS para o SUS, iniciada em 2001, a Secretaria Municipal de Saúde optou por manter alguns serviços terceirizados, porém, com novos contratos. Essa modalidade de prestação de serviços adotada, ao mesmo tempo que garantiu a continuidade do atendimento, gerou conflitos em algumas unidades, especialmente porque havia funcionários públicos municipais atuando ao lado de empregados de terceirizados, em regimes de trabalho e salários diferentes.
A esperada reversão da terceirização não aconteceu, e, então, com a posse do novo governo (do PSDB), esse processo foi continuado culminando na privatização da saúde, pelas Organizações Sociais (OS) e na criação das AMAs (Assistência Médica Ambulatorial), mesmo contra as diretrizes do SUS e das manifestações contrárias dos Movimentos Populares e do Conselho Municipal de Saúde. O avanço da terceirização levou os gerentes de UBS a dificuldades crescentes no que se refere à qualidade técnica e ética do trabalho profissional, devido a não terem autonomia de decisão e mando; a perda do interesse e participação dos trabalhadores; à falta de compromisso com a continuidade e a integralidade dos cuidados da saúde. As OS são entidades regidas pelo direito privado com financiamento público, gerenciadas por instituições do chamado Terceiro Setor (ONGs, Cooperativas e Entidades filantrópicas).
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Prof. Àquilas Mendes, presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde, durante palestra do Círculo de Debates no Sindicato dos Psicólogos de SP, e o público presente. |
Os defensores dessa terceirização na Saúde Pública citam como vantagens: a contratação de pessoal sem concurso público, a sua não vinculação ao estatuto do servidor público, a agilidade nos processos de compras, etc. Isso, no entanto, se revela um artifício para a fuga de prestação de contas. Na cidade de São Paulo, o paralelismo da rede gerenciada pelas OS e seu caráter privado, que não se submete à democracia do SUS, se evidencia pela recusa na prestação de contas ao Conselho Municipal de Saúde. A contratação de pessoal através de ONGs, sem concurso público, fora dos parâmetros do Estatuto do Servidor Público e em muitos casos fora também da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), fere todas as conquistas obtidas nas leis trabalhistas.
Um dos editoriais da Folha de SP, edição de 16 de Setembro, questiona a dificuldade de se modernizar a gestão da saúde no país e cita a decisão da Justiça Federal determinando que a Prefeitura de São Paulo reassuma em 90 dias (a partir daquela data) a gestão de AMAs e UBSs (unidades básicas de saúde), além dos hospitais de Cidade Tiradentes e M’Boi Mirim. Após discorrer a favor desse modelo de gestão, que considera modernização da gestão pública, o editorial defende a necessidade de uma fiscalização ampla, constante e atenta. Quem pode acreditar nisso, já que o modelo não adota o controle social que possibilitaria tal vigilância e se o poder público é ineficiente no que diz respeito à fiscalização? O editorial demonstrou desconhecimento sobre Políticas Públicas de Saúde, sobre o SUS, sobre Participação Popular.
Obs: algumas colocações desse artigo foram resultantes da apresentação feita pelo prof. Àquilas Mendes, no evento promovido pelo Sindicato dos Psicólogos de SP, em 21 de Outubro, sobre O Financiamento da Saúde Pública no Brasil e o Uso dos Recursos no Município de São Paulo.
Bibliografia:
Observatório dos Direitos do Cidadão, nº 03 e 19
Instituto Polis / PUC-SP
Temas em Saúde Coletiva, nº 6 - Instituto de Saúde - 2008 - SP
Carmen Mascarenhas
Conselheira Municipal de Saúde
Representante do Movimento Popular de Saúde do Centro
Tel.: (11) 3289-7484
e-mail: pollytaigor@gmail.com
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Hipotireoidismo
Há pessoas que engordam muito de repente. Sentem fraqueza, desânimo e depressão. Pode ser hipotireoidismo.
O hipotireoidismo - mau funcionamento da tireóide, é caracterizado pela diminuição ou ausência da produção dos hormônios pela tireóide, acarretando sérias conseqüências no organismo. E o que é a tireóide? A tireóide (ou tiróide) é uma glândula localizada no pescoço, que pesa cerca de 20 a 30 g. Ela produz os hormônios T3 e T4, que são responsáveis pelo processo de crescimento e metabolismo do corpo.
Quais são as causas do hipotireoidismo? São várias as possibilidades, sendo as mais comuns:
- Deficiência de iodo na alimentação (pois ele é matéria prima para a produção dos hormônios tireoideanos). Atualmente, como o sal é iodado, este tipo de hipotireoidismo é pouco comum.
- Tireoidite pós-parto, que é temporária, mas que pode ser evitada pelo controle dos hormônios da mulher durante a gestação, o que evitará futuramente o hipotireoidismo do recém-nascido.
- Hipotireoidismo do recém-nascido: a criança nasce com a tireóide não funcionante.
- Tireoidites (inflamação da tireóide): pode ter causa por bactérias, vírus e por auto-anticorpos (anticorpos produzidos pelo próprio organismo que atacam a própria tireóide). A tireoidite é conhecida como tireoidite de Hashimoto e é a mais comum.
Sinais e sintomas: no recém-nascido o hipotireoidismo congênito é causado por deficiência dos hormônios da mãe durante a gestação. A criança poderá apresentar choro rouco, falta de apetite e futuramente, atraso na maturação dos ossos e retardo mental. Para evitar esses problemas irreversíveis na criança, basta um bom pré-natal, pois diagnosticando a deficiência hormonal na mãe, ela receberá a reposição hormonal beneficiando o bebê que nascerá sem esses problemas.
É mais comum entre os adultos, em especial nas mulheres, que apresentam principalmente aumento de peso, inchaço nas pálpebras, falta de ar, nervosismo, fraqueza, maior sensibilidade ao frio, lentidão, prisão de ventre, queda de cabelos, inchaço do rosto e pernas (principalmente), palidez, demora no raciocínio, surdez, língua grossa, diminuição na freqüência dos batimentos cardíacos, aumento da pressão sangüínea, sonolência durante todo o dia, dificuldade de concentração, cãimbras musculares, fluxo menstrual intenso, bócio (aumento da tireóide) e eliminação de leite nas mamas. Em percentual menor, mas os homens também são acometidos pelo hipotireoidismo.
Como é feito o diagnóstico: se você possui alguns desses sintomas, procure um endocrinologista que, além de lhe fazer várias perguntas e examinar o seu estado físico geral, irá apalpar seu pescoço e verificar se a tireóide está aumentada. Também solicitará vários exames de sangue, principalmente T3 e T4, que são hormônios tireoideanos e estarão diminuídos, e também solicitará a dosagem de TSH (hormônio estimulante da tireóide), que é o hormônio que estimula a produção dos hormônios tireoideanos.
Tratamento: o tratamento é muito simples! Consiste apenas na ingestão diária de um comprimido de hormônio sintético (T4), em jejum, para repor o que a tireóide não está produzindo adequadamente. Mas apenas o médico é quem saberá a melhor e mais adequada dose que você precisa.
Esse tratamento deverá ser continuado por toda a vida, com visitas periódicas ao endocrinologista para acompanhamento do seu estado físico e da dose mais adequada do hormônio a ser reposto.
Dica de saúde deste mês: Gordura não é Saúde. Não é preconceito com os gordinhos, pois tenho 75 Kg e sou portadora de hipotireoidismo (tireoidite de Hashimoto) e vivo muito bem com a reposição hormonal!
Vera Ligia Lemos
Biomédica Acupunturista
veraligialemos@terra.com.br
Tel.: (011) 3255-4833 |
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Balanceamento muscular: Reset
Bocejar é agradável para você? Enquanto você boceja os músculos do rosto e pescoço se alongam, é um movimento involuntário que traz um breve momento de prazer. Bocejar, alongar, pausa... Esses três atos, a prática deles inspirou o artigo para promover seu bem-estar. Leia e exercite-se!
Através de toques que relaxam a região da mandíbula e maxilar conhecida como Articulação Têmporo Mandibular é possível harmonizar o conjunto, importante para sua postura. A técnica chama-se Reset. O Reset traz consciência do ritmo corporal acima do pescoço, alinhando e integrando cabeça, ombros, quadril, joelhos e pés. Minha sugestão é um leve alongamento, que pode ser realizado em qualquer posição: de pé, sentado ou deitado, em casa ou no escritório.
1) Beba um copo d'água, então friccione as mãos e coloque-as durante um minuto nos ombros e mais um minuto nas costas acima da linha da cintura;

2) Toque durante um minuto com a palma das mãos a lateral da mandíbula, com os punhos se encontrando no queixo. Repita o exercício com a boca aberta;

3) Usando somente os músculos do rosto desloque a mandíbula para a esquerda, com a palma das mãos toque o lado direito que se encontra alongado durante um minuto. Agora desloque a mandíbula para a direita e com a palma das mãos toque o lado esquerdo também por um minuto;

4) Friccione as mãos e coloque-as durante um minuto nas costas, acima da linha da cintura, durante um minuto e beba mais um copo d'água.
Ana Paula Leijoto
HOLUS Terapia Alternativa
www.holusterapia.com.br |
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Ciclo de debates sobre Saúde Mental em São Paulo
O Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo e Conselho Regional dos Psicólogos, em parceria com os Profissionais dos Serviços de Saúde Mental, e apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado de São Paulo, vêm realizando Ciclos de Debates sobre as questões que interferem diretamente no processo de Gestão Pública e efetivação da Reforma Psiquiátrica, como o Financiamento/Orçamento/Gasto do serviço público de saúde, a Participação Popular no Controle Social e o processo de trabalho em Saúde Mental.
De acordo com os organizadores, “partindo dos princípios do Sistema Único de Saúde e da urgência da efetivação da Reforma Psiquiátrica em São Paulo, os trabalhadores e usuários dos serviços de Saúde Mental têm se reunido periodicamente com o objetivo de debater e construir propostas que efetivem a Rede Substitutiva em contraponto ao modelo manicomial ainda vigente. Os convênios, as parcerias e OS; a legalidade e o uso dos recursos públicos; a participação popular no Controle Social, são os temas em debate.
Dia 20 de Outubro, no auditório do Conselho Regional dos Psicólogos, o convidado do Cliclo foi o prof. Àquilas Mendes, presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres) e professor-doutor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). O prof. Àquilas é autor de vários livros e artigos na área de Economia Social, com ênfase em economia da saúde, financiamento da saúde e do SUS, previdência social, assistência social, finanças públicas e economia e desenvolvimento. É doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pós-graduado em Política e Relações Internacionais pela Lancaster University da Inglaterra (1984).
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| » Matérias da edição anterior. |
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