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Brasil Téte à Téte

Entre Brasil, Inglaterra e China, o cinema brasileiro é tema de mais de 400 matérias publicadas na imprensa sobre o Brazilian Film Festival of Toronto.

Levar a cultura brasileira para uma cidade multiracial como Toronto - para a qual diversidade faz parte do convívio diário - pode revelar que muita gente ainda é ávida por nos conhecer melhor. É o caso do canadense Paul Mc Dermott, cujo interesse pelo Brazilian Film Festival of Toronto está no fato da cidade abrigar muitos brasileiros. “Sei que apenas dois filmes - Via Láctea e Orquestra dos Meninos - não vão me tornar um profundo conhecedor, mas já é um começo”, brincou Dermott ao entrar na sala de cinema para assistir aos filmes da mostra.

1ª - Jornalista Cecília Queiroz (1ª da esq.) ao lado de participantes

Como ele, 60% do público do Festival foi formado por canadenses e 35% por brasileiros. Nesta segunda edição, 40 apoiadores e 50 voluntários contribuíram para a iniciativa que levou a Toronto, entre 6 e 9 de Novembro, uma delegação de 13 cineastas, 16 filmes brasileiros (documentários, curta, média e longa metragens). As organizadoras, Bárbara de la Fuente, da empresa canadense Southern Mirrors e Cecília Queiroz, da brasileira Puente, deram fôlego novo ao Festival nesta segunda edição: transformaram o Festival em mostra competitiva e lançaram o UpTo3’ - apresentando 15 filmes de animação de até 3 minutos. O júri foi composto por cineastas canadenses.

Bloor Cinema, em Toronto, onde foi realizado o Festival

Além do troféu criado pelo designer Nilson J. dos Santos, a categoria Melhor de Público, recebeu R$ 10 mil em serviços da produtora Quanta, divididos em R$ 6 mil para o melhor longa e R$ 4 mil para o melhor curta-metragem. Premiadas como melhores atrizes, Alice Braga e Carla Marins ganharam também um colar e um par de brincos tricotados em fio de ouro, da designer Adriana Medeiros. Já o filme vencedor do UpTo3´ - com troféu próprio na categoria Melhor de Público - teve a diretora Gordeeff, do Rio de Janeiro, como classificada. “Em pesquisa realizada com os espectadores ao término das sessões, a programação do Festival foi avaliada como excelente por 66% dos espectadores e como boa para 34%”, conta Cecília Queiroz.

Para Paola Calvazina que assistiu a estréia simultânea do filme Orquestra dos Meninos - que entrou em circuito comercial no Brasil no mesmo dia da apresentação em Toronto - saiu do cinema com vontade de pegar o primeiro avião e voltar ao Brasil. “Fiquei orgulhosa de assistir a um filme brasileiro na mesma data e horário que foi passado no meu País. Ao mesmo tempo fiquei doida para voltar e já que não dá, vou ligar para minha mãe e dizer para ela também assistir ao filme”. Já na ótica do cineasta, José Carlos Asbeg, representante do documentário, “1958 - O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, o Festival foi encantador e ele garantiu estar “muito feliz por ter dividido a tela com filmes tão bem selecionados e de poder conhecer essa nova geração de cineastas”.

Jaime Lerner, diretor do filme Subsolo

Além de divulgar o que vem sendo feito nos últimos dois anos pelo cinema nacional, o Festival teve como objetivo principal promover o intercâmbio de conhecimento entre os mercados cinematográficos do Brasil e do Canadá. Por este motivo, na agenda da delegação foi programada uma visita ao Sun TV, com explanação sobre oportunidades de co-produção, além de um encontro com profissionais do National Film Board, Media Ontario, Festival de Cinema de Dubai, da Câmara de Comércio Canadá - Brasil, produtores, atores, agências de
publicidade e empresas brasileiras com atuação no Canadá. “O Festival foi muito bem organizado e com uma receptividade excelente, promovendo a interatividade do grupo com o público, realizadores canadenses e a imprensa”, finaliza Gilberto Scarpa, diretor do curta vencedor de Melhor Público, “Os Filmes que Não Fiz”.

 

 

 

 

 

 

 

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