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Cranberry: fruta auxilia no combate
às infecções urinarias

Especialistas afirmam que 90% dos casos de cistite - inflamação na bixiga -, decorrem da presença da bactéria Escherichia coli. A necessidade frequente de ir ao banheiro e dor aguda na parte inferior do abdômen são alguns dos principais sintomas da doença. A cura requer uso de antibióticos, mas muitos médicos brasileiros tem indicado o suco de Cranberry como importante auxiliar no seu tratamento, bem como de outras infecções urinárias.
A U.S. Farmacopeia, "bíblia" americana dos medicamentos, traz entre as principais indicações para o tratamento das infecções urinárias, o suco da frutinha. Conforme pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association (Junho 2002), descobriu-se que a proantocianidina (PAC), composto encontrado na fruta, atua de forma a evitar que as bactérias ganhem aderência na parede do aparelho urinário. Esse efeito dura cerca de 10 horas. O estudo sugere que sejam consumidos dois copos do suco ao dia, em intervalos apropriados, para que surta o efeito desejado. As mulheres norte-americanas sempre tomaram o suco de Cranberry para prevenir e tratar problemas urinários.
As propriedades antissépticas do Cranberry aumentam a acidez da urina, dificultando a proliferação bacteriana - a "vilã" das infecções urinárias. A proantocianidina se responsabiliza em impedir que as bactérias se alojem nas paredes da bexiga e da uretra, afastando a possibilidade de se multiplicarem.
O Cranberry não é cultivado no Brasil, mas está disponível em forma de suco, nas versões normal e light. Hoje, apenas uma empresa disponibiliza o produto ao mercado brasileiro, a Juxx, que produz o suco no Estado de São Paulo a partir do concentrado importado dos EUA, Canadá e Chile. A bebida ganhou o reconhecimento da Sociedade Brasileira de Urologia e é recomendada por médicos pelos benefícios que oferece. A versão light do suco traz o selo da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad). |
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A agonia do SUS

por Francisco Batista Junior*
O Sistema Único de Saúde e as suas mazelas estão nas manchetes como nunca antes em sua curta história neste país. As filas, as mortes, as carências, os choros, as greves. Mas em nenhuma das manchetes seus grandes feitos são realçados: os milhões de procedimentos, desde os mais simples até os mais especializados, nada chega ao conhecimento da imensa legião de usuários e adeptos e que fazem a inveja de praticamente todos os países do mundo.
Para um país marcado pela ação patrimonialista, pelo autoritarismo, pela concentração de renda e pelo uso da doença como forma de enriquecimento, foi muita ousadia a aprovação de uma proposta política universal, integral, democrática e humanista.
Com subfinanciamento crônico, deflagrou-se um dos mais violentos ataques jamais praticados contra aquela que consideramos a maior conquista da história recente do povo brasileiro. O SUS foi colocado à disposição dos grupos hegemônicos políticos e econômicos, que se apoderaram da sua gestão e dos seus destinos, promovendo um saque sem precedentes. Nomeações clientelistas e oportunistas fizeram o trabalho. Desmontaram o que havia de rede pública e de componentes estratégicos da atenção primária e especializada.
Num segundo momento, promoveram um processo de privatização jamais visto no Estado brasileiro, por meio da sistemática compra de serviços, concomitante à desestruturação do setor público. Em seguida, avançaram na privatização também da gestão do trabalho, por meio dos processos de terceirização de trabalhadores em todos os níveis de formação e qualificação. Mas os inimigos do SUS não estavam satisfeitos. Partiram para o último, definitivo e mortal golpe: o processo de privatização da gerência dos serviços que compõem o patrimônio público, sob a alcunha de "parceria" e "colaboração" com o setor privado.
Sempre tivemos claro que uma proposta abrangente, transformadora, ambiciosa e democrática como o SUS só seria viabilizada se ele fosse predominantemente público, por meio de um financiamento adequado, com a prioridade absoluta para a promoção da saúde, com carreira única, gestão profissionalizada e, por fim, democrática por excelência, conceitos que fazem parte do seu arcabouço jurídico. Os adversários do SUS fizeram tudo exatamente ao contrário. Daí os graves problemas que o Sistema enfrenta e que são utilizados como argumentos para o golpe definitivo. Vivemos, em consequência de tudo isso, uma grande crise de financiamento, modelo de atenção, relação público-privada, gestão do sistema e de trabalho e controle social, tendo como crise maior e de sustentação geral a de impunidade.
O discurso do momento é a necessidade de flexibilizar e tornar mais eficiente e moderna a gestão. E isso só seria possível com a realização de "parcerias" e "colaborações" com o setor privado. Nunca havíamos visto tantos editoriais, entrevistas e discursos nem tanta gente, inclusive alguns que fizeram a reforma sanitária, defendendo com tanta veemência as "parcerias", as "colaborações" e a "modernização do SUS". À revelia da lei, entregam de maneira criminosa a grupos privados o sistema em toda a sua estrutura, num processo que, além de burlar a Constituição Federal, institucionaliza, aperfeiçoa e aprofunda a privatização do Estado brasileiro naquilo que há de mais sagrado: a vida das pessoas.
O Conselho Nacional de Saúde cumpre o seu papel de defesa do SUS e da população brasileira e apresenta ao governo e ao Legislativo as propostas: regulamentação da emenda constitucional 29; regulamentação do parágrafo 8º do artigo 37 da Constituição, que trata da autonomia administrativa e financeira dos serviços; regulamentação do inciso V do artigo 37 da Constituição, que trata da profissionalização da gestão; flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal para a saúde; criação da carreira única da saúde com responsabilidade tripartite; gestão participativa, humanizada e democrática; serviço civil em saúde durante dois anos para todos os profissionais graduados na área; um projeto nacional de cooperação das três esferas para estruturar as redes de atenção primária e de serviços especializados nos municípios em todo o país. Essas são propostas que têm sintonia com os princípios do SUS e que, se implementadas, podem fortalecê-lo e consolidá-lo plenamente. (Artigo foi publicado na Folha de São Paulo, em 13/01/2010)
*Francisco Batista Junior
Farmacêutico, pós-graduado em farmácia pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), é presidente do Conselho Nacional de Saúde e servidor do hospital Giselda Trigueiro, da rede do Sistema Único de Saúde do Rio Grande do Norte. |
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Você deseja parar de fumar?
Conheça as vantagens que terá:
Após... No seu organismo...
30 minutos - A pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura voltam ao normal
2 horas - Não há mais nicotina circulando no seu sangue
8 horas - O nível de oxigênio no sangue se normaliza
12 a 24 horas - Seus pulmões já funcionam melhor
2 dias - Seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta melhor a comida
3 semanas - Você vai notar que sua respiração se torna mais fácil e a circulação melhora
Alguns meses - O risco de desenvolver um ataque cardíaco vai cair para menos de 50% do que quando fumava
1 ano - O risco de morte por infarto do miocárdio já foi reduzido à metade
5 a 10 anos - O risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram
10 anos - Aquelas pessoas que tinham células pré-cancerosas nos pulmões passam a ter células normais
15 anos - Passam a ser consideradas não fumantes
Atitudes que podem ajudar:
- Beba muita água. Evite álcool, café e outras bebidas que você associa ao cigarro.
- Tenha sempre consigo algo para mastigar, como uma bala ou chiclete sem açúcar.
- Faça mais atividades físicas, suba um lance de escadas, mexa-se!
- Comece a conversar com alguém ao invés de ficar lutando contra o cigarro.
- Se sentir falta da sensação de ter um cigarro na sua mão, segure algum outro objeto: caneta ou um clipe...
- Evite a tentação ficando longe de situações que você associa ao hábito de fumar.
- Inspire e expire profundamente. Lembre-se do seu objetivo e não se esqueça que o desejo vai passar.
- Tenha pensamentos positivos e evite os negativos.
- Escove os dentes. Ligue para um amigo que o apóia.
- Faça uma lista de "Atividades Motivadoras" e comece pelo topo quando a vontade bater.
- Faça várias pequenas refeições, isto mantém constante o nível de açúcar no sangue e ajuda a prevenir o desejo de fumar.
- Evite alimentos muito doces ou temperados, que despertam o desejo para os cigarros.
Vera Ligia Lemos
Biomédica Acupunturista
veraligialemos@terra.com.br |
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UBS Bosque da Saúde abriga Centro de Homeopatia e Medicinas Tradicionais

Desde Novembro do ano passado, a UBS (Unidade Básica de Saúde) instalada na rua João Baptistussi, 55, no bairro Bosque da Saúde, abriga o primeiro Centro de Referência de Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas da cidade. A unidade, que antes já oferecia atendimento em homeopatia e medicinas tradicionais, agora é a pioneira na capacitação e atualização dos profissionais dessas especialidades.
"A Prefeitura tem investido na construção de AMAs (Assistência Técnica Ambulatorial), novos hospitais e na ampliação e reforma de unidades de saúde. Em uma cidade de 11 milhões de habitantes, você tem também um número grande de pessoas que querem um tratamento alternativo. É isso que este Centro de Referência vai proporcionar", afirmou Kassab durante o evento de inauguração do novo serviço.
Além da assistência à população, com as modificações e ampliação realizadas nas suas antigas instalações, hoje a UBS oferece, aos funcionários da rede municipal, cursos de especialização em Homeopatia, medicinas tradicionais e práticas integrativas como Lian Gong, Tai Chi Pai Lin e Yoga, entre outras. Para isso, mantém uma equipe de acupunturistas, homeopatas, instrutores de práticas corporais, assistentes sociais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e administrativos.
O novo Centro de Referência tem capacidade para acolher cerca de 1.760 pessoas, mensalmente. Conta com boxes para a prática de acupuntura, uma sala de enfermagem, uma sala para discussão de casos e realização de reuniões e um anfiteatro. Nesse espaço são organizados e abertos à participação da comunidade, grupos educativos de Lian Gong e de Xiang Gong. Independente das novidades, no local foi mantido o fornecimento de kits de diabetes e de oxigenoterapia domiciliar prolongada.
O Centro de Referência de Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas Bosque da Saúde funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. O serviço é oferecido pela prefeitura em parceria com a Associação Saúde da Família (ASF).
Atendimento alternativo é chave para melhor qualidade de vida
Atualmente, mais de 80% das unidades da rede municipal de saúde já dispõem de grupos de práticas corporais meditativas e atividades físicas. Desta maneira, a Secretaria da Saúde atende à lei municipal 14.682/2008, que cria o Programa Qualidade de Vida com Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas em Saúde.
"Quanto mais preventiva for a ação da saúde, maior o seu foco na qualidade de vida das pessoas", afirma o secretário Montone, que promete a expansão do atendimento alternativo. "Temos de incentivar a adesão a este tipo de atenção, ao mesmo tempo em que damos continuidade ao tratamento da alopatia", diz o titular da Secretaria Municipal de Saúde. |
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Vegetarianismo e colesterol

A cada semana, cerca de duas pessoas se tornam vegetarianas em todo o mundo. Este realidade decorre de fatores como: respeito aos animais; mudança de hábitos alimentares, visando melhor qualidade de vida, e conscientização de que a produção animal consome grandes volumes de combustível fóssil (produto não renovável). Neste artigo apresentamos a relação entre a dieta vegetariana e as dislipidemias, ou seja, a disfunção do metabolismo de gorduras no organismo.
Atualmente, as doenças crônico-degenerativas mantêm taxas de mortalidade altíssimas nos países ocidentais; as dislipidemias, que englobam colesterol alto (LDL alto e HDL baixo) e triglicérides alto, são a maior causa de infarto do miocárdio, pois com o tempo obstruem as artérias, dificultando a circulação sanguinea. A dieta ocidental atual, rica em gorduras trans e saturadas, contribui com o aparecimento da doença, e apenas a mudança de antigos hábitos alimentares, associada à prática de atividade física diária, pode trazer de volta a saúde e o bem-estar.
No vegetarianismo, com a retirada da carne e o aumento na ingestão das fibras alimentares, contidas nos vegetais, cereais e leguminosas, ocorre consequentemente uma significativa diminuição das concentrações de LDL colesterol e triglicérides no sangue, bem como o aumento da fração HDL (conhecido como “bom” colesterol). Quando se reduz também a ingestão de ovos estas mudanças são ainda mais relevantes.
E quanto às proteínas da carne? Podemos manter uma adequada ingestão diária de proteínas dos vegetais, dos laticínios e suplementos alimentares hiperprotéicos. Assim, pode-se retirar a carne da alimentação e ainda melhorar a dieta, pois a escolha do vegetarianismo inclui uma nova visão dos alimentos, levando a pessoa a se importar com a escolha do alimento, sua procedência e o local do consumo ou ingestão.
Cláudia P. Barbosa Araújo
CRN 21238
araujohcl@hotmail.com |
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